16/06/2021

A Voz da Esquerda Judaica

Mauro Nadvorny & Amigos

Um soneto e um quarteto para a mulher de vermelho e preto

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há uma certa beleza e há encanto

nessas Mulheres que se vestem,

assim, de vermelho e, no entanto,

sem pressa, em prazer, se despem

                                      

nos corredores, bibliotecas, Cafés…

e levantam os braços em vitória,

e lutam, e dançam sobre os pés

como quem levita e faz história;

 

e, quando em preto, há poesia plena

na delicadeza dos toques em vermelho:

porque há luta sem ódio – luta serena,

 

luta constante de quebrar o espelho:

é vida somente de beleza preto-rubra

e, pois, que eu viva e ela se descubra

 

sempre, em cada rua, avenida, praça, vila, barro, sol e chuva,

com uma canção de amor – nenhum hino, marcha, ódio e grito

caminhando pelos mesmos sonhos: pra todos, o pão e a uva,

sem qualquer opressão, morte, choro, dor e espírito aflito…

 

© Pietro Nardella Dellova, 2010

Imagem “Sappho”, 1877 by Charles Mengin

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