qui. abr 9th, 2020

Mauro Nadvorny & Amigos

A Voz da Esquerda Judaica

Demorou.

A Avaaz revelou um escândalo…

 

Por Michel Guerman

SIM EM NOSSO NOME:

“Se minha teoria da relatividade estiver correta, a Alemanha dirá que sou alemāo e a França me declarará um cidadāo do mundo. Mas, se nāo estiver a França dirá que sou alemāo e os alemāes dirāo que sou judeu” (EINSTEIN)

A combinação da campanha eleitoral em um Brasil extremamente polarizado e sob governo ilegítimo, com o acirramento do permanente conflito do oriente médio, tem provocado, nos últimos dias, o ressurgimento de manifestações extremadas que ligam ambas as questões. À esquerda, sob mal disfarçado antissemitismo, busca-se definir a condição judaica como um bloco monolítico constituído por pessoas da direita vinculadas ao poder econômico. Não se hesita, para isso, sequer em dar destaque a um inexpressivo e caricato, recém-criado grupo de judeus sem representatividade alguma, que veio a público vincular seu acrítico apoio ao governo israelense com sua admiração pelo fascismo brasileiro.
A direita, como bem exemplificado exatamente no mesmo texto, joga na categoria de traidor todo e qualquer judeu progressista. Confunde crítica ao governo israelense com ataque ao Estado de Israel e à condição judaica.
Omitem ambas que, como em qualquer grupamento humano, estão representados entre os judeus todos os matizes do espectro ideológico. De Rosa de Luxemburgo a Milton Fridman, lideranças representativas de posições antagônicas marcaram e marcam a Historia.
Há uma lúcida e atuante esquerda judaica em Israel e na diáspora, à qual nós judeus de esquerda brasileiros nos filiamos.
Defendemos tanto o Direito da Existência do Estado de Israel (sionismo) quanto o Dever da Desocupação dos Territórios ocupados há 50 anos; Defendemos também o Repúdio a qualquer tipo de apoio, sob qualquer pretexto a qualquer candidato fascista ao governo brasileiro.
Aparentemente opostas, ambas as posições extremistas servem ao mesmo e nefasto propósito.
Identificamo-nos com as inúmeras organizações que hoje unem arabes, palestinos e judeus em incessante dialogo buscando a derrubada da resistência à Paz e a dois Estados Soberanos.
Identificamo-nos com os Movimentos Juvenis Judaicos e muitos outros judeus progressistas que se opuseram e seguem se opondo, com veemência, ao palco oferecido por um setor minoritário da comunidade judaica a um político que representa o que de pior já produziu a extrema direita brasileira.
Para a esquerda somos cúmplices das políticas de governo, lá e aqui.
Para a direita somos antissemitas.
AMBAS ESTÃO ERRADAS.
Sim, somos judeus.
Sim, defendemos a existência do Estado de Israel.
Sim, somos de esquerda.
Sim, defendemos o fim das ocupações ilegais.
Sim, defendemos dois Estados Soberanos para dois povos.
Sim, somos contra o atual governo brasileiro usurpador.
Sim, repudiamos o fascismo com todas as nossas forças.
Sim, e em nosso nome.