dom. fev 23rd, 2020

Mauro Nadvorny & Amigos

Opiniões & Causas – A Voz da Esquerda Judaica

Como não amar estas duas mulheres? Seus nomes combinam e suas atitudes são uma luz que nos norteia neste momento de tantas trevas no mundo. Mulheres de atitude que nos dão uma injeção de ânimo quando as assistimos confrontando os poderosos.

Greta Thumberg nasceu em Estocolmo, na Suécia e tem hoje 17 anos. Militante pelo clima, esta jovem tocou na consciência dos líderes mundiais. Disse na cara deles o que nunca quiseram escutar. Colocou neles a culpa pelo que está acontecendo hoje, e principalmente pelo futuro do planeta que está ameaçado pela falta de atitudes contundentes para interromper o aquecimento global.

Petra Costa é de Belo Horizonte, brasileira, hoje com 36 anos. Cineasta, ela procura fazer filmes que documentam a realidade vivenciada por ela mesma. Vem de uma família de esquerda e foi marcada pela perda de sua irmã mais velha que cometeu suicídio. Petra é também uma militante das causas femininas como o direito ao aborto. Seu mais recente filme, Democracia em Vertigem foi o escolhido para representar o Brasil no Oscar.

A indicação foi duramente criticada pelo governo atual e seus apoiadores porque retrata o golpe que derrubou a presidente Dilma e os acontecimentos que se seguiram e levaram a eleição de Bolsonaro. Depois de atacarem o filme, atacaram a própria Petra que pode mostrar ao mundo como seu filme fez jus a indicação. A história continua na vida real.

Tanto Greta como Petra, são uma inspiração para todos nós. Elas provam que o mundo continua extremamente preconceituoso em relação as mulheres com atitudes. Seus agressores expressam toda sua inconformidade com o fato delas, como mulheres, serem bem sucedidas em suas atividades e terem sido capazes de mobilizar tanta gente a seu favor. Tentam detratá-las de todas as maneiras possíveis, mas só conseguem com que tenham mais e mais apoiadoras e apoiadores. Quando atacadas elas demonstram seu valor e sua coragem enfrentando a tudo e a todos.

Existem muitas outras mulheres como elas. Talvez desconhecidas do grande público, elas estão presentes na resistência contra o fascismo. Basta se olhar para as mídias que acompanham os grandes acontecimentos. Seja nas manifestações ao redor do mundo por mais liberdades, por mais justiça, seja no engajamento por questões sociais, e claro na luta contra este governo no Brasil, lá estão elas. Na maioria das vezes na linha de frente.

No Grupo “Resistência Democrática Judaica”, nos coletivos “Judeus pela Democracia” do RJ e de SP, e no coletivo “Judias e Judeus com Lula”, elas estão presentes em grande número. E fazem bonito, engajadas e atuantes. Nos partidos de esquerda, lá estão elas, sempre vibrantes e contundentes nas suas atitudes.

Quanto orgulho de poder presenciar este momento tão importante na história. Por mais que o fascismo tenha sido capaz de se estabelecer pela via democrática em tantos países, já é possível escutar a voz da mudança e ela é feminina. São as mulheres que vão ajudar a devolver o fascismo para a lixeira de onde ousaram sair. São as mulheres que vão salvar o clima no planeta.

Assistir pela TV a Nancy Pelozi rasgar o discurso do Donald Trump não tem preço. Mais uma vez, foi uma mulher que lavou a nossa alma. Quem entre nós não gostaria de ter feito o que ela fez? Quem vai lembrar do que Trump discursou depois disso. A imagem dela ficou para a história.

Que bom saber que elas estão ao nosso lado na resistência. Todos os dias incomodando a extrema direita com novas ações e novas proposições. Sua presença é tão intimidadora para certas pessoas, que tentaram calar uma voz assassinando Marielle. O tiro saiu pela culatra e serviu somente para trazer outras milhares de Marielles para a luta.

Companheiras, continuem fazendo o que fazem de melhor, nos apontando sempre o caminho. Vocês são fantásticas, vocês são a revolução.

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