sex. jul 10th, 2020

A Voz da Esquerda Judaica

Mauro Nadvorny & Amigos

Humanos

3 min read

New Orleans, LA, Monday August 29, 2005 -- An aerial photograph from one of the first New Orleans Fly Over showing the flooding as a result of the breeched levees. Marty Bahamonde/FEMA

Qual seria a maior surpresa diante do desastre que atingiu a cidade de Nova Orleans nos EUA? Não tenho dúvidas em apontar o total despreparo das autoridades americanas para lidar com o acontecimento.

O fenômeno da Tsunami que surpreendeu a Ásia causou um impacto devastador devido principalmente à surpresa. A população foi atingida sem poder receber nenhum informe prévio. Os estragos materiais eram inevitáveis.

No caso do furacão Katrina, não só a força dos seus ventos, como o rumo que ele tomaria em terra, eram de conhecimento público dias antes dele atingir o continente. Qualquer pessoa no mundo com um aparelho de TV já sabia que aquela cidade receberia o impacto direto da tormenta.

O aviso de abandonar a cidade foi dado e todos aqueles que tinham condições de fazê-lo o fizeram. Da mesma forma eram praticamente de conhecimento das autoridades as conseqüências para a cidade e seus remanescentes, aqueles que por qualquer razão não tiveram como abandoná-la.

Como então explicar a total inexistência de planos de contingência para o dia seguinte? Quem pode explicar como o país mais rico do mundo levou quatro dias para começar a enviar ajuda? Somente uma incompetência inominável explica isto.

Junto com o desastre pode-se observar situações que vão servir de estudo para antropólogos e sociólogos durante muitos anos. O extinto de sobrevivência faz aflorarem os nossos mais animalescos sentimentos. O ser humano mostrou sua mais obscura face, sua mais horripilante forma de agir, seu total desprezo pela próximo quando se trata de salvar a sua vida. O caos se impôs a lei e a ordem. Durante uma semana pode-se observar a lei do mais forte.

Eu me solidarizo com todas aquelas pessoas que perderam tudo o que tinham. Milhares de seres humanos ficaram sem passado, sem presente e sem futuro. Junto com as águas não se perderam apenas as residências. Elas levaram fotografias, cartas, Discos Rígidos. Acabaram com lembranças e memórias.

Em meio a tanta tristeza leio que terroristas agradecem a Deus por ter imposto este “castigo” aos opressores. Dizem rezar para que as perdas humanas sejam de milhares e as materiais, de bilhões. Não sei como alguém ainda pode falar de Deus diante de tanta desgraça, seja para agradecer ou para culpar. O fato é que em nome dele continuam se inspirando todo tipo de malucos. Pior, em nome dele se regozijam diante de tantas vidas humanas perdidas.

A humanidade ainda tem um longo caminho a trilhar. Se alguém nos observa do espaço, com certeza deve ter adiado qualquer aproximação por algumas centenas de anos. Precisamos evoluir muito para chegarmos a sermos merecedores do dom da vida. Somente quando realmente nos preocuparmos e descobrirmos que cada uma delas é a mais importante, estejamos próximos de sermos realmente merecedores de habitar este planeta chamado Terra.

2 thoughts on “Humanos

  1. Meu Amigo,

    Está na hora de você mudar seus conceitos, senão irá perder o “bonde da história”. Confesso que não acabei de ler o seu post abaixo (muito bom por sinal) em razão de ir pulando de tema a tema, tornando cansativo.

    Você está ressentido, mas tem que ter a sensatez que em política pode aparecere corruptos em todos lugares, na direita ou na esquerda. Quanto ao Lula, recomendo que leia o livro “O Filho do Brasil – de Luiz Ignácio a Lula”. Eu li em 1991 e não me iludi.

    Quanto a ilações que faz da polícia e dos congressistaS, digo que CPI é para apurar fatos e remeter para o Ministério Público e a Polícia (você está equivocado). Um abraço.

  2. Olá Mauro
    Atendi a teu apelo, sei como é ter um Blog e querer visitantes. Bem, mas em relação à tragédia em Nova Orleans e outros Estados sulinos algumas questões são relevantes:
    a)O despreparo da maior e mais poderosa nação do mundo em tratar da ajuda.
    b) a quantidade de pobres e miseráveis(olhe bem miserávaeis) naquela região.
    c) A brutal censura em dizer quantos já morreram.Se fosse em qualquer outro lugar do mundo a CNN já teria dito, foram 100, 1000 sei lá.
    É isto amigo, estou ligado na CNN em inglês e estou triste com essa catástrofe. Ainda bem que começam a chegar ajuda de outros países.
    Mazal tov a vc e ao Blog.
    P.S. Para teu Blog se tornar conhecido, faça algumas parceiras…as vezes dá certo.

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