03/08/2021

A Voz da Esquerda Judaica

Mauro Nadvorny & Amigos

Quem salva uma vida, salva a humanidade.

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Venho acompanhando com atenção as opiniões a favor e contra a proibição do comércio de armas e munição no Brasil. Acho que muita gente vem fazendo o mesmo e gostaria de expressar aqui o que penso sobre isso.

Uma arma não custa barato. É um produto que legalmente poucos podem adquirir. Em se tratando de homens de bem existem dois tipos de pessoas que possuem hoje armas em nosso país: os ricos que podem se dar a este luxo por que dispõe dos meios para isso, e os que adquirem no comércio ilegal por falta de condições. Mesmo assim representam talvez um ou dois por cento da população.

Os fora da lei vão continuar adquirindo armas por seus próprios meios, seja através de contrabando, seja roubando ou comprando no comércio ilegal. O plebiscito não vai fazer nenhuma diferença para eles.

Resta pensar que diferença fará para nós, a maioria da população que não anda armada e não pensa em comprar uma arma.

A primeira pergunta que me fiz foi quando é que li em um jornal a última vez em que um cidadão de bem, que possuía uma arma, conseguiu impedir um crime, por que atirou no marginal. Não pude localizar no tempo próximo, portanto acredito que faça muito tempo. Entretanto me lembrei de inúmeros episódios em que donos de mercados tentaram reagir ao assalto e foram mortos ou feridos pelos assaltantes.

A segunda pergunta que me fiz foi quando é que li em um jornal a última vez em que um adolescente foi morto ou ferido por arma de fogo de um amigo, sobre crimes passionais e outros do gênero. Imediatamente me lembrei de inúmeros episódios de acidentes que vitimaram jovens que haviam apanhado a arma do pai, ou de um parente, causando uma tragédia.

Fazendo uma conta simples de cabeça, acredito que foram muito mais acidentes com armas, além de casos de fatalidades por brigas e desavenças que vitimaram pessoas inocentes, que aqueles em que alguém matou um agressor em legítima defesa.

Seria fantástico um mundo sem armas, mas isso é uma utopia ainda distante. No entanto cada passo nesta direção me parece um passo de civilidade. Acredito que ao impedir o comercio de armas, estaremos dando um passo adiante no caminho de nos tornarmos seres humanos melhores.

Infelizmente o mundo não vai mudar tão rapidamente. Seres humanos com perturbação de conduta vão continuar nascendo e existindo. Pessoas vão continuar sendo assaltadas e assassinadas. Os psicopatas não se perguntam se suas vítimas estão, ou não armadas antes de agirem, tampouco os bandidos. Por isso precisamos de leis para reger nosso comportamento e de policiais para afastarem da sociedade aqueles que não se submetem a elas.

Eu já me decidi. Se puder contribuir de alguma forma para salvar uma única vida, vou fazê-lo. Por isso voto SIM.

Não tenho a pretensão de convencer quem quer que seja a concordar com minha opinião. Quero apenas contribuir com a discussão e deixar que cada um julgue por si mesmo como votar. Deixo aqui uma pequena contribuição de um velho pacifista cansado de guerra.

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