03/08/2021

A Voz da Esquerda Judaica

Mauro Nadvorny & Amigos

Que país é este?

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Que país é este, que constrói um “muro da vergonha”, quando o mundo inteiro ainda comemora a queda do “Muro de Berlin”?

Que país é este, que ocupa um território por mais de 30 anos, não aceitando todas as resoluções da ONU que pedem sua retirada?

Que país é este, que não anexa estes territórios, e continua submetendo seus habitantes a condições sub-humanas de vida?

Que país é este, que ao impedir a passagem de ambulâncias nestes territórios, leva a morte de bebês e doentes por falta de atendimento médico?

Que país é este, que teve em 2002 o pior desempenho econômico desde 1953, por culpa desta ocupação que o mantêm em estado de guerra há dois anos?

Que país é este, que para combater o terrorismo, costuma assassinar suspeitos, sem qualquer julgamento?

Que país é este, que para eliminar estes suspeitos de terrorismo, desconhece os efeitos colaterais que matam civis inocentes?

Que país é este, que manda para a prisão soldados que se negam a servir nos territórios ocupados porque não querem fazer parte de uma força de ocupação permanente?

Que país é este, cujo primeiro ministro prometeu paz e segurança, mas se nega a negociar a paz?

Que país é este, em cujas primárias para as eleições de janeiro, gangues de criminosos compraram lugares na lista do partido governista?

Que país é este, onde uma comissão interpartidária decide afastar das eleições candidatos árabes?

Que país é este, onde esta mesma comissão permite que um seguidor do proscrito Kach, um grupo racista de extrema direita, seja candidato?

Que país é este, que expulsa uma pacifista inglesa que vem depor num tribunal contra um colono que a agrediu ao testemunhar sua agressão a um palestino?

Este país, é a minha Israel. A única democracia do Oriente Médio.

O ano é novo mas os mesmos problemas permanecem. Nossa missão é não permitir que caiam no esquecimento. Continuar lembrando que a paz é possível e necessária. Lutar para que israelenses e palestinos voltem à mesa de negociações e seguir denunciando os crimes contra os direitos humanos cometidos pelos dois lados.

Que neste ano, lá como aqui, a esperança vença o medo.

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