24/01/2021

A Voz da Esquerda Judaica

Mauro Nadvorny & Amigos

O Terror e o Campo Pacifista

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Ao contrário do que muitos pensam, e outros o desejam, o campo pacifista deplora e repudia todo q qualquer ato de terror perpetrado contra civis, assim como a guerra entre os povos como forma de solucionar conflitos. Diferentemente do que imaginam aqueles que de nós discordam, e para deleito de nossos detratores, nossa dor é muito maior do que a deles. Isto porque não somos capazes de extravasar nossa indignação na forma de ódio.

Não é fácil pertencer ao campo da paz, durante estas tragédias. É como condenar que se utilize a pena de morte quando um crime hediondo acaba de acontecer.

Ninguém em sã consciência pode admitir atos de tamanha covardia. O terrorista é o maior dos covardes. Imagina-se um herói, quando na verdade pouco heroísmo é necessário para se explodir a si mesmo em meio a pessoas indefesas.

O que mais existe de covarde por trás destes atos é justamente não permitir as vítimas que se defendam. Até mesmo na guerra buscou-se criar humanidade. A convenção de Varsóvia por exemplo, criou preceitos para serem obedecidos no campo de batalha. Entre eles, um chama a atenção: é proibido atirar contra um pára-quedista no ar. A razão é muito simples: preso ao pára-quedas ele não pode se defender.

Quando o terrorista detona sua carga explosiva, ele busca atingir ao maior número de pessoas possíveis. Tira não apenas a própria vida, como a vida de inocentes que pagaram por estarem no lugar errado, na hora errada.

No campo de batalha, soldados se enfrentam buscando cumprir ordens e objetivos. Muitas vezes, atirar no inimigo é uma questão de sobrevivência. Mas uma coisa é certa: todos que participam de uma batalha sabem que podem morrer.

No atentado terrorista isto não existe. As pessoas, normalmente civis, não estão num campo de batalha, muito menos cumprindo ordens. Estão levando suas vidas, e justamente suas vidas são ceifadas de modo abrupto sem dar a elas nenhuma chance.

Não existe justificativa ou explicação para tais atos. Eles apenas provam que o ser humano é capaz de qualquer ato, de qualquer atitude contra o seu semelhante. Nem os animais são capazes disso.

A história do povo judeu é muito maior. Não podemos deixar que estes tipos de monstros destruam nossa ética e nossa moral. Não podemos nos permitir tornarmo-nos monstros como eles. Se isso vier a acontecer, então eles terão vencido.

O quanto antes pudermos chegar ao entendimento, mais vidas serão poupadas. Infelizmente, a violência só traz violência: para ambos os lados.

Por isso, Paz Agora!

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