14/04/2021

A Voz da Esquerda Judaica

Mauro Nadvorny & Amigos

O Sangue dos Semitas

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O fascismo judaico israelense já não se esconde. Ele vai as ruas e mostra todo seu ódio contra tudo e contra todos. Agride a liberdade e a democracia que lhe são úteis apenas para propagar suas convicções, mas que seriam logo suprimidas se chegassem ao poder, como é de praxe nestas ideologias.

No dia 17 de março, dezenas deles foram a Hebrom recordar a morte de seu mártir Baruch Goldstein, o médico que assassinou 29 palestinos que rezavam na Tumba de Raquel há nove anos, sendo morto depois pelos sobreviventes quando acabou sua munição.

Os fascistas aproveitaram a proximidade de Purim para demonstrar o que realmente pensam. Num exemplo de “civilidade”, dois jovens, um mascarado como Sharon era ameaçado de morte por outro que estava fantasiado como soldado israelense. Nas suas camisetas lia-se:”Ariel Sharon, o traidor, logo será morto”, e “Já pegamos Itzchak Rabin, agora vamos pegar Elyakin Rubinstein”. Ambos foram detidos pela polícia. Um logo foi liberado e o segundo permanecia detido por ter agredido a um policial.

Estes manifestantes pregam abertamente a morte dos palestinos, sua expulsão da Grande Israel e a soberania de Israel sobre a terra que recebemos de Deus. Consideram, todos aqueles que discordarem de suas idéias, traidores que devem ser eliminados.

Quando escutamos os anti-semitas falarem dos judeus e comparamos com aquilo que estes judeus pregam, vemos que não existe diferença. O fascismo judaico é igual ao fascismo alemão, italiano, sérvio etc. São os mesmos princípios aplicados contra povos distintos. A mesma crença na superioridade e supremacia de um povo sobre outros.

O direito de julgar, condenar e executar em nome de sua ideologia funciona como ameaça latente e pronta para ser executada pelos mais radicais deles. Seus rabinos os absolvem sob o pretexto de que estes crimes previnem crimes maiores que levariam a morte de muitos judeus. Diante disso o que dizer dos muftis que prometem o paraíso aos homens bombas?

Baruch Goldstein foi uma das maiores vergonhas da história recente do povo judeu. Um radical que desobedeceu a todos os preceitos de humanidade para assassinar pessoas inocentes. Um médico que jurou salvar vidas e rasgou seu juramento. Um facínora que merecia ter sido apanhado com vida para ser julgado e cuja pena deveria ser a mesma de Eishman.

Infelizmente o ideário dos “Baruchs” parece que está norteando o governo de Israel. Em 3 dias, as tropas de ocupação de Israel mataram 21 palestinos. Novamente entre os mortos, várias crianças. Escudados pelo iminente ataque dos EUA ao Iraque, massacres estão sendo cometidos quase que diariamente nos territórios ocupados. Violência que gera mais violência, que fará com que mais suicidas sejam voluntários para novos atentados, que vão gerar mais violência num círculo vicioso de morte e dor.

A guerra contra o Iraque será uma calamidade para o processo de paz entre israelenses e palestinos. Enquanto durar a guerra, os radicais de ambos os povos ficarão livres para promoverem aquilo que melhor sabem fazer: matar civis inocentes. O oriente médio continuará sendo manchado com o sangue dos povos semitas.

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