05/08/2021

A Voz da Esquerda Judaica

Mauro Nadvorny & Amigos

#elenão

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#elenão

O resultado das eleições ainda é incerto. Se as pesquisas estiverem certas, e geralmente estão, algo de muito ruim está acontecendo. E pode piorar.

Quando todas mostravam que o inominável havia chegado ao teto de apoiadores, eis que a última pesquisa Ibope atribui a ele mais 4 pontos percentuais.

Quando todas mostravam que seu principal oponente crescia sem ter alcançado ainda o teto, eis que a pesquisa Ibope atribui a ele a perda de 1 ponto percentual.

O que chama atenção, ao menos a minha pessoa, são dois fatos bizarros, por assim dizer. Um é de que a transferência de votos de Lula para Haddad teria estancado e outro é um acréscimo de 11 pontos percentuais no índice de rejeição na semana em que são revelados fatos que desabonam o inominável e o país realiza a maior manifestação antifascista de sua história.

Como é sabido, Lula até ser impedido de concorrer, ganharia no primeiro turno. Tinha um percentual de cerca de 37 pontos percentuais. Haddad herdou este eleitorado, ou ao menos quase todo ele. Isto vinha aparecendo nas pesquisas a cada semana. Mas da mesma forma que ele não pode herdar 100% destes votantes em Lula por não ser um líder conhecido, é difícil compreender o crescimento da rejeição pelo mesmo motivo.

O país está atravessando um período de total descrédito nas instituições. Temos o pior exemplo disso vindo da suprema corte onde seus membros não se entendem e lavam a roupa suja em público. Se alguém achou muito feio a briga jurídica entre desembargadores do TRF4 por ocasião do Habeas Corpus de Lula, o que pensar da discussão sobre a legalidade de liminar entre Lewandowski, Fux e Toffoli.

O legislativo e o executivo já tinham dados seus exemplos antidemocráticos com o golpe e a derrubada de uma presidente eleita com 54 milhões de votos. O judiciário se omitiu.

Não bastasse a radicalização política, estamos em uma plena crise constitucional as portas de uma eleição. As instituições brasileiras não estão cumprindo a Constituição e isso pode resultar em caos. Quem garante a governabilidade do presidente eleito?

Existem interesses os mais diversos em jogo. O dono de uma rede de lojas constrange seus funcionários impunemente no mais absurdo assédio moral já visto. Bispos de Igrejas Evangélicas pedindo aos seus fiéis votarem em determinado candidato. Redes de TV direcionando votos para determinado candidato. Um juiz liberando depoimentos sob segredo de justiça 6 dias antes da eleição para beneficiar determinado candidato. Outro juiz censurando a imprensa para beneficiar determinado candidato. Uma pesquisa com resultados, no mínimo estranhos, que parecem beneficiar determinado candidato.

Apesar de tudo isso, o contraponto são as redes sociais e a imprensa livre na Internet. Graças a isso que as notícias do que realmente está acontecendo chegam democraticamente a todos. Talvez por esta razão, ainda podemos ter esperança de que a barbárie não vença a civilização. Para isso temos todos de reforçar as fileiras daqueles que combatem o fascismo representado pelo inominável.

O momento não é de se omitir. Não podem existir votos nulos, ou brancos. Não permita que por conta da sua omissão, um presidente fascista assuma a presidência do Brasil.

Qualquer um, menos ele. Nada pode ser pior.

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