03/08/2021

A Voz da Esquerda Judaica

Mauro Nadvorny & Amigos

Diplomacia de balcão

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Ninguém nasce odiando. O ódio é ensinado, aprendido e propagado. Infelizmente são os seres humanos que ensinam outros seres humanos a odiar.
Como o ciúme, o ódio cega a razão. A pessoa fica incapacitada de sentir simpatia, empatia ou qualquer sentimento racional pela outra.
O ódio vai desde um simples, não me importo com o que lhe aconteça, até o desejo de que o outro morra.
Assim, em maior, ou maior grau ele se acomoda e gera todo tipo de disfarce moral  para justificá-lo.
Ninguém no mundo moderno, mais do que nós judeus, conhecemos o ódio. Sofremos agressões, humilhações, perda de direitos, expulsões e a morte. Foram 6 milhões somente no Holocausto.
Todos mortos por serem judeus.
Sendo assim, parece estranho, para dizer o mínimo, que judeus propaguem o ódio. Não é o que acontece.
Assistimos nas ruas de Israel centenas de pessoas se manifestarem com palavras de “Mavet la Haravim – Morte aos àrabes”. Claro que são uma minoria, evidentemente que são uns idiotas etc, mas não é isso o que importa. O que surpreende é não haver punição. Muitas destas pessoas postaram em suas páginas do FB mensagens com estas palavras. Não existe lei contra isso.
Ao contrário de Israel, no Brasil onde também é livre a manifestação do pensamento, é crime o incitamento ao ódio racial Talvez esta seja uma lição que Israel pudesse aprender deste “anão diplomático”
No Brasil condenamos um editor de livros revisionistas. Em Israel, autoridades propagam o ódio racial e ficam impunes. Talvez a luta para criminalizar o racismo devesse ser aprendida com este parceiro irrelevante.
Claro que não somos perfeitos no Brasil. Também podemos aprender muito com Israel, mas definitivamente enxergar as coisas dentro de sua real proporcionalidade não é uma delas. Se Israel acha perfeitamente normal a  morte de mais de 800 palestinos, sendo 155 crianças (e seguem contando) de um lado, e 35 soldados e dois civis do outro, esta não é a perspectiva brasileira.
Algumas guerras podem ter sua justificativa para iniciar, mas seguramente todas têm sua hora para encerrar. Esta na hora de Israel do alto de sua diplomacia que possui o apoio incondicional de um único país no mundo se dar conta que a hora é agora.
O ódio está se espalhando como fogo em palha e já está chegando as portas dos lares judaicos do mundo afora. Todos vamos pagar o preço.

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