25/07/2021

A Voz da Esquerda Judaica

Mauro Nadvorny & Amigos

2021 o ano para se derrotar a Barbárie

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E chegamos ao final de 2020, um ano para ficar na história da humanidade. O ano que todos querem esquecer que existiu. Como nos elevadores de certos prédios americanos que pulam do 12º para o 14º, talvez alguns calendários no futuro também pulem este ano.

Ninguém previu a pandemia. Não tivemos adivinhas com suas previsões mirabolantes que sequer tivessem mencionado  o que estava por vir. O que passamos neste ano pegou a todos de surpresa, surpreendeu até mesmo os pessimistas de plantão.

Diferentemente de todos os anos a retrospectiva desde que passou será basicamente de perdas. Entre conhecidos e desconhecidos, o mundo já perdeu 1.750.000 seres humanos. Não fosse o avanço da medicina e a chegada da vacina, este número continuaria subindo.

Graças a ciência, o mundo pode receber em tempo recorde a injeção da esperança. A vacina vai salvar vidas e nos devolver parte da vida que tivemos antes. Parte, porque nada será como antes.

Na minha retrospectiva deste ano que vai passar, recordo os tradicionais desejos de saúde e dinheiro no bolso que escutamos na virada de ano. Nunca antes estes desejos foram tão importantes. Saúde foi a maior das bênçãos e dinheiro no bolso, a maior dádiva. Que os digam os que tiveram a doença e os que tudo perderam por causa dela.

Está chegando ao fim, 2021 já bate a nossa porta e desta vez os desejos de um ano bom, são os mais sinceros possíveis. Um ano com saúde, muita saúde e que vacinados possamos recomeçar outra vez.

Passado o pesadelo, vamos lembrar dos que apostaram na vida e dos que apostaram na mentira de uma gripezinha. De todos os males, a falta de atitude de Bolsonaro na prevenção e contenção da doença não vão ser esquecidos. Sua inépcia foi diretamente responsável pela morte de milhares de brasileiros. O Brasil nunca teve um gabinete de notáveis para conduzir o enfrentamento a pandemia.

Bolsonaro jogou o Brasil de volta ao mapa da fome e a economia do país vai levar anos para se recuperar. O abismo que separa ricos e pobres se tornou intransponível. Quem está lá embaixo não tem como subir e não existe planejamento para que isto aconteça. A ideia é de manter a Casa Grande bem suprida  e quem estiver do lado de fora no seu lugar.

O ano que vai chegar será um ano de enfrentamentos. Agora o Brasil terá de derrotar a barbárie, não existe outra alternativa. A civilização precisa ressurgir e se impor, ou pior do que a pandemia, a miséria vai tomar conta do país como nunca antes visto. Os primeiros sinais estão aí com grandes empresas abandonando o Brasil. O capital tem um bom faro para apostas e o Brasil não é mais desejável.

O mundo inteiro foi atingido por uma doença, ninguém escolheu receber o vírus em seu território. Ele foi chegando e se impôs. Antes do Covid-19 o Brasil elegeu um verme para presidir a nação. Foi uma escolha democrática, uma decisão que só tornou o pior, muito pior. De uma forma sórdida, com o uso de mecanismos obscuros, com uma tática alienadora, a barbárie impôs seu candidato, de todos o mais impróprio.

A civilização não estava preparada para o que aconteceu. Não soube como enfrentar a guerra de difamações, da mesma forma que a ciência não tinha meios para enfrentar a pandemia. A democracia foi de uma ingenuidade angelical. A ciência achou que podia tratar o mal com aspirina.

Agora temos o conhecimento necessário para solucionar os dois problemas. A ciência já está fazendo o seu papel para derrotar a pandemia, resta os brasileiros despertarem para um 2021 de recuperação da sua dignidade e derrotar a barbárie.

Que 2021 seja o ano da Ciência e da Civilização. Feliz Ano Novo!

 

 

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